Pressão

Pressão relativa, absoluta e diferencial: entenda a diferença

Antes de medir pressão, é preciso decidir em relação a quê você está medindo. Essa escolha — a referência — é o que separa os três tipos básicos: relativa, absoluta e diferencial. Errar aqui leva a leitura correta no instrumento e errada para o processo. Vamos esclarecer cada uma com exemplos.

Pressão relativa (manométrica)

É a mais comum. A pressão relativa, também chamada de manométrica ou gauge, usa a pressão atmosférica como referência (zero). Ou seja, ela mede quanto a pressão está acima (ou abaixo) da atmosfera local naquele momento.

Quando você calibra um pneu, lê a pressão de uma linha de ar comprimido ou acompanha a descarga de uma bomba, está usando pressão relativa: o zero do instrumento é o ambiente ao redor. É a escolha natural na maioria das aplicações industriais do dia a dia, em que o que importa é o esforço acima da atmosfera.

Pressão absoluta

A pressão absoluta usa o vácuo perfeito como referência (zero). Ela não muda quando a pressão atmosférica varia, porque parte do zero verdadeiro. Por isso é a referência certa quando o próprio ambiente atmosférico influencia o resultado.

Use absoluta em processos sob vácuo (liofilização, destilação a vácuo, embalagem) e em medições que precisam ser independentes da altitude e do clima — como processos sensíveis, laboratórios e cálculos em que a variação diária da atmosfera distorceria a leitura relativa.

Pressão diferencial

A pressão diferencial mede a diferença entre dois pontos: o instrumento tem duas tomadas (alta e baixa) e informa quanto uma supera a outra. A referência, aqui, é o próprio segundo ponto.

É a base de várias medições indiretas:

Tabela comparativa

TipoReferência (zero)Uso típico
Relativa (manométrica)Pressão atmosféricaLinhas de ar, bombas, hidráulica, vapor — o dia a dia industrial
AbsolutaVácuo perfeitoVácuo, processos sensíveis à altitude, laboratório
DiferencialUm segundo ponto de mediçãoFiltros, nível em tanque fechado, vazão por placa de orifício

Como escolher

Comece pela pergunta da referência:

Dica: a maior fonte de erro não é a faixa, é a referência. Defina relativa, absoluta ou diferencial antes de pensar no range.

Definido o tipo, você ainda escolhe o range calibrado sob medida na faixa exata da sua aplicação, a conexão ao processo (BSP, NPT, SAE, UNF, Tri-Clamp) e opcionais como membrana faceada ou dissipador térmico. O corpo em aço inox 316 trabalha até 180 °C e o sensor é de líderes mundiais, com calibração antes do envio.

Para o resto da escolha, veja o que é um transmissor de pressão e o passo a passo de como escolher o transmissor certo.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre pressão relativa e absoluta?

A relativa usa a pressão atmosférica como zero e mede o quanto a pressão está acima da atmosfera. A absoluta usa o vácuo perfeito como zero e não muda com a variação atmosférica, sendo indicada para processos a vácuo e medições sensíveis à altitude.

O que é pressão manométrica?

Pressão manométrica é o mesmo que pressão relativa: a medida tomada em relação à pressão atmosférica local. É o tipo mais comum em aplicações industriais do dia a dia.

Para que serve a pressão diferencial?

Ela mede a diferença entre dois pontos e é usada para monitorar a sujeira de filtros, medir nível em tanques fechados ou pressurizados e estimar vazão por meio de elementos como placa de orifício.

Como sei qual tipo escolher para o meu processo?

Decida pela referência: se importa a pressão acima do ambiente, use relativa; se a leitura não pode variar com clima ou altitude ou o processo é a vácuo, use absoluta; se precisa comparar dois pontos, use diferencial. Só depois defina o range.

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